VIEIRA

Sobrenome de origem geográfica. De vieira, subst. Comum (Antenor Nascentes, II, 314). De Vieiras ou conchas, conforme se pode ver no Brasão de Armas desta família (Anuário Genealógico Latino, IV, 30). Descende esta família de D. Arnaldo de Baião [ano de 983], da Gasconha [França] que morreu de uma seta no cerco de Viseu. Por linha feminina descende de Caio Carpo, régulo da Maia, no tempo dos romanos, quando foi aportar a Galiza o corpo do apóstolo Santiago, que apareceu coberto de conchas ou vieiras (Anuário Genealógico latino, I, 96). Felgueiras Gayo, em seu Nobiliário de Famílias de Portugal [Tomo XXVIII], principia esta família em Ruy Vieira, o primeiro de que se tem noticia com este sobrenome, que, segundo a opinião comum, teve principio na Província de Minho, pelos de anos 1044 [século XI]. Ruy Vieira foi fidalgo muito honrado no tempo do Rei D. Afonso [1211-1223] e de seu filho D. Sancho II [1223-1248]. Senhor da Quinta de Vila Seca, na freguesia de São João, Comarca de Vieira, onde viveu e faleceu, e de onde teria tomado o seu sobrenome. Consta das Inquirições que mandou fazer o Rei D. Diniz [1279-1325], que o Conselho de Vieira foi honrado por haver sido de Ruy Vieira. Parecem seus filhos, João Rodrigues Vieira e Pedro Rodrigues Vieira, vivendo, este, pelos anos de D. Afonso III [1248-1279], que foi conde de Bolonha em França, e que entrou no governo de Portugal pelos anos de 1245, provável Senhor da Quinta de Vila Seca, e chefe desta família Vieira, em Portugal, com inúmeras ramificações no Brasil. Entre os descendentes deste último, Pedro R. Vieira, registram-se: I - o sétimo neto, Francisco Vieira de Lima, Fidalgo da casa Real. Cavaleiro da Ordem de Cristo. Esteve no Brasil onde foi coronel, deixando um filho bastardo; II – o décimo quarto neto, Manuel Vieira da Silva, que foi home muito valente. Sargento-Mor de Infantaria na Bahia, para onde passou em companhia de seu irmão, o alferes Domingos Vieira da Silva. Ambos vieram com uma Companhia para combater os gentios que vinham entrando pela Cachoeira, distante 15 léguas de Salvador, e, não podendo resistir o número superior de índios, se entrincheiraram em um Monte, onde depois foram aprisionados e, segundo a história, foram mortos e comidos por seus adversários; e III – o décimo quinto neto, José Vieira da Mota, sacerdote muito eloqüente que esteve no Brasil, a fim de buscar seu irmão Manoel da Mota, que se encontrava estabelecido nas Minas, dizem que muito rico.

Brasil: Em São Paulo, entre as mais antigas, registra-se a família de João Vieira, tabelião [1545] em São Vicente (AM, Piratininga, 187). Ainda em São Paulo, de origem portuguesa, a família de Francisco Vieira Antunes [c. 1630, S. Martinho da Ventosa, Portugal-?], filho de Adrião Vieira e de Agueda Dias. Deixou numerosa descendência de seu casamento, c.1655, com Isabel Manuel Alvares de Souza, filha de Manuel Alvares de Souza, patriarca desta família Alvares de Souza (v.s.), em São Paulo. Foram bisavós de Joaquim da Costa Siqueira, que teve mercê da Carta de Brasão de Armas, em 1795, das famílias Siqueira e Vieira, conforme vai descrito no título da família Costa de Siqueira (v.s.), de São Paulo. Em Pernambuco, entre as mais antigas, está a família de Bento Gonçalves Vieira [Portugal - d. 1691], Sargento-Mor. Familiar do Santo Ofício. Senhor do Engenho Grajaú e proprietário de uma sesmaria de três léguas no sertão de Araruba [1691]. Filho de Alonso nogueira e de Vitória Gonçalves. Deixou geração do seu casamento com Maria de Oliveira, filha do Capitão Julião de Oliveira. Para a Paraíba, ver a família Vieira da Silva. Importante família originária das ilhas portuguesas estabelecidas no Maranhão, procedente de Manuel Ignácio Vieira, nascido na Ilha Terceira, fundador da família Dias Vieira (v.s.) do Maranhão. Sobrenome de uma família de origem espanhola, à qual pertence Maciel Vieira, natural de Lançarote, Ilhas Canárias, que viveu de vender fazendas, e que passou para Santa Catarina por volta de 1814 (Registro de Estrangeiros, 1808, 307). Família originária das ilhas portuguesas estabelecida no Rio Grande do Sul, para onde passou Antônio Vieira Cardoso [c. 1725, ilhas], que deixou numerosa descendência do seu casamento, por volta de 1750, com Maria Inácia de Jesus [c. 1727, Freg. De Santa Bárbara da Ilha Terceira – 23.10.1787, Viamão, RS], irmã dos patriarcas das famílias Barcelos (v.s.) e Pacheco (v.s.), do Rio Grande do Sul. Seus descendentes foram aparentados, entre outras, com as seguintes famílias: Vieira de Brito, Silva Guimarães, Gularte, Soares, Paim, silva Guimarães, Linha Africana: Sobrenome também adotado por famílias de origem africana. Na Bahia, cabe mencionar a Pedro Vieira de Souza, <<pardo forro>>, que deixou geração, cerca de 1750, com Maria do Rosário, <<preta do gentio da Guiné>> (Rheingantz, Col., 5).

Cristãos Novos: Sobrenome também adotado por judeus, desde o batismo forçado à religião Cristã, a partir de 1497. (Wolff, Dic., I, 204). Linha Natural: Em Minas Gerais, por exemplo, Inácia Vieira Cardoso, natural da Piedade de Itajubá, <<filha natural>> de Maria Guiomar, foi casada em 1766, Itajubá (MG), com Lourenço Dias da Rosa, natural de Guaratinguetá (SP) (Monsenhor Lefort – Itajubá).

Heráldica: I – um escudo em campo vermelho, com 6 vieiras de prata, relaçadas de negro. Timbre: dois bordões de Santiago, de vermelho, ferrados de ouro, passados em aspa e atados de prata, sustendo uma aspa de vermelho, carregada de três vieiras de prata; II – Outros: um escudo em campo vermelho, com 6 vieiras de prata. Timbre: os pés de vermelho, carregada com três vieiras (Armando de Mattos, Brasonário, II, 162).

Século XVI: I – Afonso Vieira – Brasão de Armas datado de 14.11.1537: um escudo com armas da família Vieira. Diferença: uma brica de ouro com um A preto; II – Álvaro de Brito Vieira – Brasão de Armas datado de 07.09.1557: um escudo com as armas da família Vieira. Diferença: uma brica de arminho; III – Gaspar Vieira de Abreu – Brasão de Armas datado 05.02.1586: um escudo em campo vermelho, seis vieiras de ouro em duas palas. Timbre: uma vieira do escudo entre dois bordões de Santiago vermelhos forrados de ouro, postos em aspa, e atados com um torçal de prata.

Heráldica: I – um escudo em campo vermelho, com 6 vieiras de prata, relaçadas de negro.

Timbre: dois bordões de Santiago, de vermelho, ferrados de ouro, passados em aspa e atados de prata, sustendo uma aspa de vermelho, carregada de três vieiras de prata; II – Outros: um escudo em campo vermelho, com 6 vieiras de prata. Timbre: os pés de vermelho, carregada com três vieiras (Armando de Mattos, Brasonário, II, 162).

Século XVI: I – Afonso Vieira – Brasão de Armas datado de 14.11.1537: um escudo com armas da família Vieira. Diferença: uma brica de ouro com um A preto; II – Álvaro de Brito Vieira – Brasão de Armas datado de 07.09.1557: um escudo com as armas da família Vieira. Diferença: uma brica de arminho; III – Gaspar Vieira de Abreu – Brasão de Armas datado 05.02.1586: um escudo em campo vermelho, seis vieiras de ouro em duas palas.

Timbre: uma vieira do escudo entre dois bordões de Santiago vermelhos forrados de ouro, postos em aspa, e atados com um torçal de prata.

BARROSO

Sobrenome de origem geográfica. Do adjetivo barroso, aplicado a terreno abundante em barro (Antenor Nascentes, II, 39). Sobrenome tirado da terra do Barroso, comarca de Ribadavia, província de Orense. Na Galiza (Carrafa, XIV, 200) – onde tiveram uma torre (Sanches Baena, II, XXIV). Felgueiras Gayo principia esta família em D. Egas Gomes Barroso, que teve o seu solar nas terras de Barroso na torre que chamam de Sepoens (Gayo, Barroso, Tomo VI, 125).

Brasil: Numerosas foram as famílias, que passaram come este sobrenome para diversas partes do Brasil em várias ocasiões. Não se pode considerar que todos os Barrosos existentes no Brasil, mesmo procedentes de Portugal, sejam parentes, porque são inúmeras as famílias que adotaram este sobrenome pela simples razão de ser de origem geográfica, ou seja, tirado do lugar de Barroso. O mesmo se aplica no campo da heráldica; jamais se pode considerar que uma Carta de Brasão de Armas de um antigo Barroso, se estenda a todos aqueles que apresentam este mesmo sobrenome, porque não possuem a mesma origem. No Rio de Janeiro, entre as mais antigas, temos a de Domingos Barroso (c. 1625-1680, RJ), que deixou descendência do seu casamento com Sabina de Souza Coelho (Rheingantz, I, 242). Ainda no Rio de Janeiro, Rheingantz registra mais duas famílias para os séculos XVI e XVII. Em Pernambuco, com ramificações no Ceará, de origem portuguesa, a família de Antônio Gonçalves Barroso [c. 1761, Portugal], que deixou numerosa e importante descendência do seu casamento com Maria de Albuquerque e Mello [Sserinhaém, PE], filha de Manuel de Mello e Albuquerque e de Ana Clara Cavalcanti, e descendente das principais famílias de Pernambuco: Albuquerque (v.s.) e Cavalcanti (v.s.). Entre os descendentes do casal: I – o filho tenente-coronel José Fidelis Barroso de Mello, [c. 1786, Recife, PE], Cavaleiro Professo na Ordem de Cristo. Passou ao Ceará, onde foi residente, em Aracatí. Negociante e proprietário; II – a filha, Maria da Conceição de Mello Barroso de Albuquerque, de quem descende a família Lumachi (v.s.), de Pernambuco; III – o neto, Coronel Francisco Fidelis Barroso [22.05.1811-12.04.1873], Coronel Reformado da Guarda Nacional de Fortaleza; IV – o bisneto, Dr. Zózimo Braúlio Barroso [04.04.1839-29.01.1920], Lausane, Suíça], Engenheiro Civil. Bacharel em Ciências Físicas e Matemática, pela Escola Central do Rio de Janeiro. Serviu no Corpo de Engenheiros. Aperfeiçoou seus estudos a Europa. Especialista em obras portuárias. Fidalgo Cavaleiro da Casa Real. Escreveu os seguintes trabalhos: 1. Pharoes: Estudos sobre a iluminação da costa do Brasil. Londres, 1868, 90 páginas. in-8º. 2. Porto Ceará. Londres, 1870, 24 páginas. 3. Noções e sugestões sobre o comercio estrangeiro no Brasil. Rio de Janeiro. 4. Iluminação da costa do Brasil. Rio de Janeiro, 1869, 6 páginas. Duas colunas, in-fol. E um mapa. 5. Cartas da Suissa para o Jornal do Comércio. Requereu, a 11 de Março de 1867, Carta-de-Brasão de Armas, que lhe foi passada a 18 de Março de 1867; e V – a bisneta, Rosa Barroso, matriarca da família Barroso do Amaral (v.s.), do Ceará; e VI – o terceiro neto, Gustavo Dodt Barroso[29.12.1888, Fortaleza, CE – 12.1959], advogado, escritor e historiador. Diplomado pela Faculdade Livre de Direito do Rio de Janeiro. Redator do Jornal do Comércio. Secretário da Superintendência da Defesa da Borracha. Secretário do Interior e Justiça do Ceará. Deputado Federal pelo Ceará. Secretário da Embaixada Brasileira na Conferência de Paz em Versalhes. Diretor das revistas Fon-Fon e Seleta. Embaixador em missão especial no Uruguai. Diretor do Museu Histórico Nacional (RJ). Membro da Academia Brasileira de Letras, da Academia Portuguesa de História do Instituto de Coimbra, da Sociedade Arqueológica de Lisboa, da Academia Portuguesa de Belas Artes, da Academia de Direito de Berlim, do Instituto Cervantes de Madrid, do Royal Society of Literature de Londres e do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Grã-Cruz da Ordem de Santiago e da Instituição Pública de Portugal. Grã-Cruz de Cisneros da Espanha, da Ordem do Santo Sepulcro, da Ordem do Mérito da Síria, da Coroa da Itália. Grande Oficial do Sol do Peru, do Condor da Bolívia, do Salvador da Grécia e da Ordem de Cristo de Portugal.
Com geração do seu casamento com Antonieta Labouriau, descendente de Ferdiand Antoine Labouriau, chefe desta família Labouriau (v.s.), de Pernambuco.

Heráldica: em campo vermelho, cinco leões de prata, cada um com duas faixas xadrezadas de ouro e vermelho, postas em santor. Timbre: um dos leões do escudo (Sanches Baena, II, 25); (Zózimo Bráulio Barroso – Requerida a 11.03.1867. Passada a 18.03.1867. Registro: Cartório da Nobreza, Livro VI, fls. 75): um escudo esquartelado com as Armas das famílias Barroso (I), Melo (II), Albuquerque (III) e Barroso (IV). Elmo: de prata, aberto, guarnecido de ouro. Paquife: das cores e metais doe escudo; Timbre: dos Barroso. Diferença: uma brica de ouro com um Z de sable.

Heráldica: em campo vermelho, cinco leões de prata, cada um com duas faixas xadrezadas de ouro e vermelho, postas em santor. Timbre: um dos leões do escudo (Sanches Baena, II, 25); (Zózimo Bráulio Barroso – Requerida a 11.03.1867. Passada a 18.03.1867.

Registro: Cartório da Nobreza, Livro VI, fls. 75): um escudo esquartelado com as Armas das famílias Barroso (I), Melo (II), Albuquerque (III) e Barroso (IV). Elmo: de prata, aberto, guarnecido de ouro. Paquife: das cores e metais doe escudo;

Timbre: dos Barroso. Diferença: uma brica de ouro com um Z de sable.

MELLO

Sobrenome de origem toponímica, tomado da propriedade da família. Vila da Beira Baixa. Do latim merulu, melro, através da suposta forma merlo, que com assimilação do r ao l deu Mello, simplificada para Melo. Cortesão acha pouco plausível que tenha origem em Mello, lugar de Jerusalém ao pé do monte Sião, citado no livro dos Reis, II. (Antenor Nascentes, II, 197). Procede esta família de D. Pedro Fornaris, contemporâneo do conde D. Henrique de Borgonha (pai do 1º rei de Portugal). O solar desta família é a Vila de Melo, na província da Beira. Dea descendem o duque de Cadaval e outros titulares. Pedro Fornaris teve assento na Vila de Guimarães, distrito de Braga, e dela tomou o apelido de Guimarães, bem como os seus descendentes. Mais tarde, seu descendente Mem Soares Guimarães, ao comprar o senhorio da vila de Melo (a quatro léguas da cidade de Guarda), de Gonçalo de Sá – começou a usar o sobrenome Melo. Também usaram os desta família o apelido Riba de Visela, porque moraram junto a este rio, o qual ocorre por trás da terra de Santa Catarina (Antenor Nascentes, II, 64). Brasil: No Rio de Janeiro, entre as mais antigas, a de Belchior de Melo, que deixou geração do seu casamento no Rio, em 1618, com Antônia de Noronha; e de Antônio de Melo Coelho, que deixou geração do seu casamento no Rio, em 1618, com Luzia Froes, falecida no Rio em 1658 (Rheingantz, II, 581). Rheingantz registra mais treze famílias com este sobrenome, nos séculos XVI e XVII, que deixaram numerosa descendência no Rio de Janeiro. Em Minas Gerais, entre outras, estabelecida em Pilar de Ouro Preto, registra-se a de Antônio José de Melo, natural de Lisboa, que deixou geração, em Pilar, de seu casamento. C.1755, com Joana Felizarda da Silva, do Rio de Janeiro. Em Pernambuco, entre as mais antigas, a de Cristóvão de Melo, que deixou geração de seu casamento, c.1536, com Felipa de Melo (Borges de Fonseca, I, 9). No Acre, cabe registrar o pernambucano Manoel Nicolau de Melo, listado entre os primeiros povoadores do Vale do Purus, em 1852, que se estabeleceu nas margens do lago <> (Castelo Branco, Acreania, 159). Importante família da Bahia, procedente de José Francisco de Melo, que deixou geração do seu casamento, c.1835, com Maria Rosa Moreira da Silva. Entre os descendentes do casal, cabe registrar: o filho, almirante Custódio José de Melo [09.06.1840, BA – 15.03.1902, RJ]. Praça de Aspirante na Academia de Marinha [1857]. Guarda-Marinha [1858]. 2º Tenente. Destacou-se na Guerra do Paraguai. Comandou a esquadra na rebelião contra o Marechal Deodoro, levando-o à renúncia [1891]. Destacou-se na Revolta da Armada [1893]. Ministro da marinha e, interinamente, da Guerra, na República. Vice-Almirante [1902]. Reformado, a pedido do posto de Almirante [1902]. Grã-Cruz de Ordem de Aviz. Cristão-Novos: sobrenome também adotado por judeus, desde o batismo forçado à religião Cristã, a partir de 1497. Família de origem judaico-sefardita, expulsa da Penísula Ibérica, em fins do século XV, migrada para o Marrocos, norte da África, de onde passou, no século XIX, para a Amazônia [Brasil] (Abrahyam Ramiro Bentes, 159). Nobreza Titular: Antônio Cândido Melo, por Decreto de 16.05.1888, foi agraciado com o título de barão de Toropí. Heráldica: I – um escudo em campo de ouro, com seis bilhetas deitadas, de vermelho, cada uma carregada de um besante de prata (Armando de Mattos – Brasonário de Portugal, II, 27).; II – Antônio Fernandes de Melo – Carta de Brasão de 02.05.1681 – um escudo com as armas da família Melo, descritas acima. Diferença: uma trifólio de ouro. Heráldica: I – um escudo em campo de ouro, com seis bilhetas deitadas, de vermelho, cada uma carregada de um besante de prata (Armando de Mattos – Brasonário de Portugal, II, 27).; II – Antônio Fernandes de Melo – Carta de Brasão de 02.05.1681 – um escudo com as armas da família Melo, descritas acima. Diferença: uma trifólio de ouro.

CASTRO

Sobrenome de origem geográfica, tomado da vila de Castro Xeres. Do latino <<castrum>>, lugar fortificado (Anuário Genealógico Latino, IV, 19; Antenor Nascentes, II, 67). Foi senhor da referida vila D. Rui Fernandes de Castro, rico homem de D. Afonso VII, rei de Castela em 1123, e o primeiro que usou esse sobrenome. O primeiro que passou a Portugal foi D. Pedro Fernandes de Castro, <<o da Guerra>>, no tempo de D. Afonso IV, rei de Portugal, em 1325 (Anuário Genealógico Latino, I, 31). Felgueiras Gayo vai buscar as origens desta família em Nuno Belchiedes, Gentil homem da Alemanha, que passou para a Espanha no ano 884, a fim de ajudar nas guerras contra os Mouros. Deixou numerosa descendência do seu casamento com D. Sula, filha do conde D. Diogo Prozellos, o Povoador de Burgos e 2º conde de Castela. Ao traçar sua genealogia, o faz avô de D. Thereza Nunes Bella, que foi casada com o famoso juiz de Castela, Laim Calvo, de quem descende a família Calvo (v.s.). Continuando esta genealogia, faz este Laim  Calvo, como quarto avô de D. Fernando Lains, que foi Senor de Castro Xerez, que era uma vila em Castela a Velha, a quatro léguas de Burgos, de onde tomou o novo sobrenome, que vai perpetuando em seus filhos e demais descendentes. Gayo apresenta o citado Fernando Lains, Sr. De Castro Xerez, como bisavô de D. rui Fernandes de Castro, e sétimo avô de D. Pedro Fernandes de Castro, ambos citados no principio deste verbete (Gayo, Castros, Tomo XI, 1 e 2, 19-31).

Brasil: Numerosas foram as famílias, que passaram com este sobrenome para diversas partes do Brasil, em várias ocasiões. Não se pode considerar que todos os Castro existentes no Brasil, mesmo procedentes de Portugal, sejam parentes, porque são inúmeras as famílias que adotaram este sobrenome pela simples razão de ser de origem geográfica, ou seja, tirado do lugar de Castro. O mesmo se aplica no campo de heráldica. Jamais de pode considerar que uma Carta de Brasão de Armas de um antigo Castro se estenda a todos aqueles que apresentam este mesmo sobrenome, porque não possuem a mesma origem. No Rio de Janeiro, entre as mais antigas, registra-se a do cap. Antônio de Castro [c. 1609 – 1700, RJ], filho de Antônio de Castro, que deixou larga descendência, a partir de 1639, com Felipa de Sá [c. 1619 – 1702, RJ], da casa do Gov. Salvador Correia de Sá (Rheingantz, I, 328). Rheingantz registra mais 13 famílias com este sobrenome, nos séculos XVI e XVII, que deixaram numerosa descendência no Rio de Janeiro. Em Pernambuco, entre outras, distingue-se a do Barão de Benfica [Decreto Imperial de 27.04.1867], Antônio José de Castro [c. 1824, PE – 1880, Lisboa], que recebeu Carta de Brasão de Armas. Oficial da Ordem da Rosa. Capitão da Guarda Nacional, negociante matriculado na cidade do Recife [PE]. Proprietário e fazendeiro na província de Pernambuco. Deixou descendência do seu casamento com Hermínia Ideltrudes de Oliveira [1827, PE – 1907, RJ] (Anuário Genealógico Brasileiro, I, 94). Em Minas Gerais, na região da Zona do Carmo, registra-se a família do cap. Antônio Alves de Castro, nat. De Lisboa, que deixou larga geração de seu casamento, c. 1735, com Joana Batista de Negreiros, nat. Do Desterro, na cidade do Salvador, Bahia (RT, ZC, 329). Família de origem portuguesa estabelecida no Rio Grande do Sul, para onde passaram, entre outros: I – Antônio Gonçalves de Castro, natural de Portugal, que assinou termo de declaração, a 16.05.1864, onde informa ser católico, ter 32 anos de idade, residente no Brasil há seis anos, ser marítimo e ser casado, tendo dois filhos; II – Antônio Maria de Castro, natural do Porto, Portugal, que assinou o termo de declaração, a 03.03.1852, onde informa ser católico, marítimo, estar no Brasil desde 1827, ser casado com uma brasileira e ter com ela dois filhos; III – Manuel Martins de Souza Castro, natural do Porto, Portugal, que assinou termo de declaração, a 21.11.1853, onde informa ser católico, ser maior de 21 anos de idade, estar casado com uma brasileira e ter com ela quatro filhos. Exerce a arte do Mar. Analfabeto. Registrou em 27.05.1863, sua Carta de Naturalização assinada por D. Pedro II em 27.01.1854 (Spalding, naturalizações, 98).

Cristãos Novos: Sobrenome também adotado por judeus, desde o batismo forçado à religião cristã, a partir de 1497. Na Bahia, há registro de Antônio Simões de Castro, judaizante, em 1646 (Wolff, Dic., I, 38). No Rio de Janeiro, entre as mais antigas, encontra-se a do Dr. Miguel de Castro e Lara [c. 1670, RJ - ?], de família originária de Sevilla, Espanha, e filho de João Tomas Brum e de Branca Rodrigues Coutinho, de família de cristos novos, perseguidos em 1711 pelo Santo Ofício. Deixou descendência a partir de 1697 com Maria Coutinho, n. Rio (Rheingantz,I, 331). Registra-se, por exemplo, Hanna de Israel Orobio de Castro [c. 1658 - ?], que foi casada com Davi, filho de Aharon Sarfatti, patriarca desta família Sarfatti (v.s.), de Pernambuco (Wolff, VI, 17). Sobrenome de algumas famílias de origem judaica estabelecidas na Brasil, durante o periodo Holandês. Entre outros, registram-se Abrão Castro Del Brasil, documentado em 1643; Ester de Castro, documentada em 1652. Isaac de Castro, documentado de 1642 a 1644; Pedro de Castro, documentado em 1651; e Samuel de Castro, documentado em 1637 e 1640 (Wolff, Brasil Holandês, 28).

Linha das Órfãs da Rainha: Esta linha pertence aos descendentes do cap. Francisco de Castro [c. 1582 – 1645], que foi casada na Bahia com marta de Souza [c. 1585, BA - ?], neta de Marta de Souza Lobo (sobrinha do conde de Sortella), uma das órfãs protegidas da rainha D. Catarina, enviadas, em 1551 ao Gov. do Brasil Thomé de Souza para casá-las com as pessoas principais que houvesse na terra. Marta Lobo, foi casada na família Dormundo (v.s.); filha de Baltazar Lobo de Souza, patriarca desta família Lôbo de Souza (v.s.). o cap. Francisco de Castro, instituiu um morgado, em favor de seu filho.

Heráldica: I – antigo: um escudo em campo de ouro, treze arruelas de azul em três palas – 4, 5, 4. Timbre: um leão de ouro nascente; II – Linha ilegítima – Casa de Monsanto: um escudo em campo de prata, com seis arruelas de azul em duas palas – 3 e 3. Timbre: um caranguejo de prata arruelado de azul; III – Linha ilegítimaconde de Arraiolos e Castro de Melgaços: um escudo em campo de ouro, seis arruelas de azul em duas palas – 3 e 3. Timbre: meio leão de ouro, que alguns carregam com arruelas de azul; IV – D. Álvaro de castro (Linha ilegítima - Casa de Monsanto): um escudo em campo de ouro, seis arruelas de azul em duas palas – 3 e 3. Timbre: a roda de navalhas de Santa Catarina (Sanches Baena, II, 45).

Século XVI: Álvaro de Castro, morador em Lisboa. Brasão de Armas datado de 27.02.1529. Registrado na Chancelaria de D. João III, Livro XVII, fl. 41 v: um escudo em campo de prata com seis arruelas de azul em duas palas. Elmo de prata, aberto, guarnecido de ouro. Paquife de prata e azul. Timbre: um leão de prata com seis arruelas de azul. Diferença: uma flor-de-lis de verde. Filho de Pedro de Castro (Sanches Baena, Archivo Heráldico, I, 1).

Brasil Heráldico: V – Antônio José de Castro, barão de Benfica, citado acima, ramo de Pernambuco: Armas requeridas em 28.05.1867, concedidas com Aviso do Rei de Armas de 01.06.1867, registrada a fls. 68 do livro VI da Nobreza: um escudo esquartelado: no primeiro e no quarto quartel, de azul, seis besantes de ouro, três em duas palas; no segundo e no terceiro quartel, em campo de prata, cinco bilhetas em pala de vermelho. Coronel de barão; VI – Bernardo José de Castro, cavaleiro professo na ordem de São Bento de Aviz. Chefe de Divisão da Real Armada com patente de Brigadeiro, e intendente da marinha da Cidade de Salvador, Bahia. Teve mercê da Carta de Brasão de Armas, datada de 30.01.1807. Registrada Cartório da Nobreza, Livro VII, fl. 158: um escudo com as armas da família Castro. Filho de Francisco José de Castro e de Joaquim Bernarda de Sant’ Ana (Sanches de Baena, Archivo Heráldico, I, 110).

Heráldica: I – antigo: um escudo em campo de ouro, treze arruelas de azul em três palas – 4, 5, 4. Timbre: um leão de ouro nascente; II – Linha ilegítima – Casa de Monsanto: um escudo em campo de prata, com seis arruelas de azul em duas palas – 3 e 3.

Timbre: um caranguejo de prata arruelado de azul; III – Linha ilegítima – conde de Arraiolos e Castro de Melgaços: um escudo em campo de ouro, seis arruelas de azul em duas palas – 3 e 3.

Timbre: meio leão de ouro, que alguns carregam com arruelas de azul; IV – D. Álvaro de castro (Linha ilegítima - Casa de Monsanto): um escudo em campo de ouro, seis arruelas de azul em duas palas – 3 e 3. Timbre: a roda de navalhas de Santa Catarina (Sanches Baena, II, 45).

Século XVI: Álvaro de Castro, morador em Lisboa. Brasão de Armas datado de 27.02.1529. Registrado na Chancelaria de D. João III, Livro XVII, fl. 41 v: um escudo em campo de prata com seis arruelas de azul em duas palas. Elmo de prata, aberto, guarnecido de ouro. Paquife de prata e azul.

Timbre: um leão de prata com seis arruelas de azul. Diferença: uma flor-de-lis de verde. Filho de Pedro de Castro (Sanches Baena, Archivo Heráldico, I, 1).

Brasil Heráldico: V – Antônio José de Castro, barão de Benfica, citado acima, ramo de Pernambuco: Armas requeridas em 28.05.1867, concedidas com Aviso do Rei de Armas de 01.06.1867, registrada a fls. 68 do livro VI da Nobreza: um escudo esquartelado: no primeiro e no quarto quartel, de azul, seis besantes de ouro, três em duas palas; no segundo e no terceiro quartel, em campo de prata, cinco bilhetas em pala de vermelho. Coronel de barão; VI – Bernardo José de Castro, cavaleiro professo na ordem de São Bento de Aviz. Chefe de Divisão da Real Armada com patente de Brigadeiro, e intendente da marinha da Cidade de Salvador, Bahia. Teve mercê da Carta de Brasão de Armas, datada de 30.01.1807. Registrada Cartório da Nobreza, Livro VII, fl. 158: um escudo com as armas da família Castro. Filho de Francisco José de Castro e de Joaquim Bernarda de Sant’ Ana (Sanches de Baena, Archivo Heráldico, I, 110).

QUEIROZ

Sobrenome de origem geográfica. Documentado Queiroos, no século XV. De queiró ou queirós, provincialismo do norte de Portugal, com o qual se designa a urze Calluna vulgaris (Antenor Nascentes, II, 255; Sanches Baena, II, 146). A palavra tem a mesma raiz que Eueiroga e significa urze (Anuário Genealógico Latino, IV, 27). Descende esta família de Bernardo de Carpio [794-876], sobrinho de D. Afonso II, rei de Leão. Em França casou-se com madame Galinda, filha do conde de Alardos. Passou a Portugal Fernando Álvaro de Queirós, senhor da casa de Queirós, que perdeu por seguir as partes de D, Fernando I, rei de Portugal em 1367 (Anuário Genealógico Latino, I, 79). Felgueiras Gayo, em seu Nobiliário das famílias de Portugal, trata da antiguidade desta família, recuando-a ao Príncipe Constantino, filho dos Imperadores de Constantinopla que << saindo em socorro do Papa Estevão 3º [762-768] contra o poder de Diziderio Rey dos Longo bardos e inimigo da Igreja Catholica em premio da victoria que alcançou contra aquele Rei e da liberdade que o m.mo Papa confessava aquele Princepe de pois do socorro de D. ª lhe concedeo em paga dos servissos que lhe tinha feito a graça de apresentar insolidum a igreja de Vi.ria com mais 40 benefícios todo no bispado de Oviedo em Espanha, regalia que inda hoje conservão seus descendentes. Recolhidos este Princepe e Espanha em tempo do Rey Ramiro I.º de Leão o acompanhou em todas as batalhas emparelhando sempre com elle, e vendo-o hua vez cahido no mias forte combate, no anno de 646 p.ª o m.mo Rey disse em voz alta = Isqueiroz = que quer dizer – ergueivos forte cavalleiro e reparando que o Rey o não podia fazer se achar cercado de mouros, se apeou elhe deo o seu cavallo e matando os que o cercavão tomarão huns cavallos delles em que montando o Princepe Constantino, continuarão a batalha e vencerão. Lembrando El Rey do admirável socorro que lhe deo este Princepe e daquella palavra = Iquiroz = confessava publicam.te que dipois de Ds = Isquiroz = dizendo, ou vindo a dizer que dipois da m. CE de D. s só devia a vida a q.m disse aquela palavra; donde veyo o porem-se nas Armas das cazas que o d.º Princepe fundou nas Asturias em escudo Esquartelado a 1ª de ouro 6 cescentes de luas em duas pallas de vermelho ao 2º de prata hum Leão de purpura e assim os contrários, timbre a mesmo Leão com crescente de lua de ouro na espadoa e na circonferancia do escudo huas letras 1 dizem – Despues de Dios Isquirioz. [...] Assim estabeleceo aquele Princepe a caza sollar de Queiroz e por que o Pontifice Estavão 3º lhe deo por armas as chaves da igreja lhe aumentou 24 bandeiras que ganhou aos mouros no serviço do Rey Ramiro e de seu sucessor El Rey D.ordonho as quals 24 bandeiras se representão nas seis meias luas roixas que usão seus descendentes em cada hum dos 4 repartimentos do escudo deixando as chaves da igreja e tendo só o Leão de Espanha. [...] cazou este Princepe com D. Gracinda Bernardo, fª de D. Bernardo Del Carpio e sua m.er D. Gosinda f.ª do conde de Alardos da caza Real da França e por este cazamento se juntarão aquelas armas as flores de Liz da França e por timbre o Leão de Espanha Poe Bernardo Del carpio ser f.º de Sancho Dias de Saldanha conde de Saldanha e da Infanta D. Ximenia f.ª do Rey D. Fruella>>. Em seguida, Gayo traça a genealogia de D. Constantino e D. Gosinda, registrando, entre os seus descendentes: I – o filho, Pedro Bernardo de Queiroz, que teria vivido no século IX. O primeiro que usou o apelido Queiroz, por ser senhor da casa e solar de Queiroz, nas Astúrias, foi rico homem do Rei Afonso VII, de Castela [1126-1157]. II – o quinto neto, Fernando Alvares de Queiroz, que foi o 1º Fidalgo desta família que das Astúrias passou para Portugal, em tempo do Rei D. Fernando, de Portugal [1367-1385]. Recebeu algumas mercês, aos 20.11.1416. Conselheiro do Rei. Alcançou o reinado seguinte, de D. João I [1385-1433], que deu o senhorio das Vilas da Guarda e Sortela. Segundo os cronistas da época, os genealogistas daquele tempo, em comum opnião, apontam <<ser este Fernando Alz. de Queiroz o tronco dos Queirozes deste reyno de que tem nobilíssimos e antigos Instrom.tos e Brazoins Tristão Lx.ª e com tal clareza que esta fazendo imprimir hum livro so pertencente a família de Queirozes>>. (Gayo, ob. Cri., Tomo XXV, 36); II – a oitava neta , Maria de Queiroz de Seixas, que deixou geração do seu casamento com Bento Rodriegues Coelho. O casal foi residir na vila de Sabará, Minas Gerais, onde viveu muito ricos, <<e com bom tratamento>>; IV – o décimo neto, Leonel de Queiróz, que teve mercê da Carta de Brasão de Armas, em 1537 – detalhes adiante. Cavaleiro da Ordem de Cristo.Benfeitor do Mosteiro de Urgens da cidade de Vizeu. Morreu em Évora; V – a décima segunda neta, Guiomar de Queiróz, matriarca da família Siqueira de Queiróz, com representantes no Brasil, por seu casamento, por volta de 1562, com Gaspar de Siqueira, morador no lugar de Villar, freguesia de S. Tiago de Sendim, Conselho de Felgueiras. Ver família Siqueira de Queiróz; VI – o décimo neto, Antônio de Queiróz, morador da quinta do Ospital, na freg.ª de Servains, termo da vila de Valadares da Riba Minho, no tempo do Rei Felipe II, de Portugal [1598-1621]. Teve mercê da Carta de Brasão de Armas em 1603; VII – o décimo terceiro neto, Manuel de Siqueira Queiroz, filho da anterior, que passou ao Brasil deixando geração do seu casamento, na Paraíba, com Izabel Vieira; VIII – o décimo quarto neto, Jacinto Siqueira de Sampaio, que serviu no Brasil onde foi Capitão no Rio Grande. Tenente da torre de Belém, em Lisboa; IX – o décimo quinto neto, Antônio de Queiróz, que passou para a Bahia, onde foi Capitão de Infantaria; X – o décimo sétimo neto, Luiz Peixoto (quarto neto de Ana Queiroz), que se estabeleceu no Brasil, onde casou e deixou descendência; XI – o décimo sétimo neto, Lourenço José de Coimbra (filho de João de Queiróz Botelho), que foi Vigário no Brasil; XII – o décimo oitavo neto, Jerônimo de Magalhães (4º neto de Guiomar de Queiróz), senhor da Quinta de Catapeixe, que passou para o Brasil.

Brasil: No Rio de Janeiro, entre as mais antigas, registra-se a família de Domingos de Queiróz, falecido antes de 1618, que deixou descendência, a partir de 1600, com Apolônia Delgado (Reingantz, III, 80). Para o Rio Grande do Norte, ver a família Fernandes de Queiróz. Para o Ceará, ver a família Pereira de Queiróz (v.s.). Antiga família de origem portuguesa, estabelecida na Bahia, para onde passou Antônio de Queiroz Cerqueira [Amarante, Portugal – 15.08.1686, Salvador, Ba], cavaleiro da Ordem de Cristo. Capitão de regimento. Filho de Manuel Queiróz e de marioa de Cerqueira. Foi um dos cabeças do movimento revolucionário contra o governador conde de Óbidos, por isso castigado. Deixou geração do seu casamento a 19.08.1652 com Apolônia de Araújo Góis, procedente da antiga família Araújo Góis (v.s.), da Bahia. Em segundas núpcias, foi casado com Isabel de Azevedo Góis, prima de sua primeira esposa [Afonso Costa – Genealogia Baiana, Catálogo de Jaboatão, n. 712]. Importante família de Minas Gerais, com ramificações no Rio de Janeiro, à qual pertence o comendador Joaquim José de Queiróz, Diretor do Banco da Lavoura e do Comércio do Brasil. Fundador da firma exportadora de café Queiróz Moreira. Diretor do Banco Real Hipotecário. Com geração. Entre os seus descendentes registram-se: I – o filho, o industrial Joaquim José de Queiróz Júnior, engenheiro civil, diplomado pela Escola Politécnica do Rio de Janeiro [1893]. Recém formado, partiu para São Paulo, sob a chefia do engenheiro Rebouças, iniciando a sua carreira profissional nas instalações do primeiro grande serviço de água da cidade de São Paulo. Aí permaneceu até 1897, quando, deixando a Comissão de Saneamento da Capital do Estado, retornou ao Rio de Janeiro. Proprietário da Usina Esperança, adquirida por escritura de compra, datada de 29.01.1891, da firma Amaro, Ferreira & Cia, propriedade do Dr. Amaro da Silveira, Carlos Wigg, Joseph Gerpacher e outros. Tratava-se de uma verdadeira industria de ferro, em alta escala, por meio de sua fabricação em altos fornos. Denominou-se, depois, Usina Queiróz Junior. Proprietário da Companhia Nacional de Forjas e Estaleiros. Proprietário de Fábrica Monlevade, Minas Gerais, adquirida por escritura de compra de 1892, aos herdeiros de João Monlevade e outros, especializada na fabricação de material agrícola. Proprietário de uma grande fundição na Rua Larga de São Joaquim, RJ. Deixou geração do seu casamento com Laura Machado; II – a neta, Ana Amélia de Queiróz, filha do anterior. Com geração do seu casamento com o historiador marcos Carneiro de Mendonça, membro da tradicional família Carneiro de Mendonça (v.s.), de Minas Gerais; III – a neta, Laura Margarida de Queiróz, irmã da anterior. Casada com o comandante Joaquim Costa; IV – a neta, Maria José de Queiróz, irmã da anterior. Casada com o escritor Berlamino Austragésilo de Athayde, ex- Presidente da Academia de Letras.

Cristãos Novos: Sobrenome também adotado por judeus, desde o batismo forçado à religião Cristã, a partir de 1497 [Raízes Judaicas, 321].

Heráldica: I – Príncipe Constantino: um escudo esquartelado: o primeiro e quarto quartéis, em campo de ouro, com seis crescentes de vermelho, postos em duas palas; o segundo e terceiro quartéis, em campo de prata, um leão de vermelho. Timbre: o leão do escudo, com um crescente de ouro na espádua. Divisa: Despues de Dios Isquirioz (Felgueiras Gayo, Queiozes, Tomo XXV, 34); II - <<Nas Astúrias alguns usarão por armas 2 chaves com hum lírio em sima e dois em baixo e 6 rozas com hum cordão de S. Francisco por orla (Gayo, ob. Cit., 34); III - <<outros usão em campo de prata 2 chaves azuis em aspa entre 4 lirios e 4 rozas vermelhas e por orla 8 aspas de ouro em campo vermelho (Gayo, ob. cit., 34); IV - <<outros uzão 5 cabeças de donzelas por outras tantas que os cavalheiros deste apellido tirarão aos mouros levando as pellas que lhe pagava Mauregatos (Gayo, ob. cit., 34); V – um escudo esquartelado: o primeiro e quarto quartéis, em campo de prata, com seis crescentes de vermelho; o segundo e o terceiro quartéis, em campo de prata, um leão de vermelho. Timbre: o leão do escudo, com um crescente de ouro na espádua (Armando de Mattos – Brasonário de Portugal, II, 89).

Seculo XVI: I – Leonel de Queiróz, citado acima. Brasão de Armas, datado de 10.03.1537. Registrado no livro XXVII da chancelaria do Rei D. João III, fls. 19 v.: um escudo com as armas da família Queiróz.

Heráldica: I – Príncipe Constantino: um escudo esquartelado: o primeiro e quarto quartéis, em campo de ouro, com seis crescentes de vermelho, postos em duas palas; o segundo e terceiro quartéis, em campo de prata, um leão de vermelho. Timbre: o leão do escudo, com um crescente de ouro na espádua.

Divisa: Despues de Dios Isquirioz (Felgueiras Gayo, Queiozes, Tomo XXV, 34); II - <<Nas Astúrias alguns usarão por armas 2 chaves com hum lírio em sima e dois em baixo e 6 rozas com hum cordão de S. Francisco por orla (Gayo, ob. Cit., 34); III - <<outros usão em campo de prata 2 chaves azuis em aspa entre 4 lirios e 4 rozas vermelhas e por orla 8 aspas de ouro em campo vermelho (Gayo, ob. cit., 34); IV - <<outros uzão 5 cabeças de donzelas por outras tantas que os cavalheiros deste apellido tirarão aos mouros levando as pellas que lhe pagava Mauregatos (Gayo, ob. cit., 34); V – um escudo esquartelado: o primeiro e quarto quartéis, em campo de prata, com seis crescentes de vermelho; o segundo e o terceiro quartéis, em campo de prata, um leão de vermelho. Timbre: o leão do escudo, com um crescente de ouro na espádua (Armando de Mattos – Brasonário de Portugal, II, 89).

Seculo XVI: I – Leonel de Queiróz, citado acima. Brasão de Armas, datado de 10.03.1537. Registrado no livro XXVII da chancelaria do Rei D. João III, fls. 19 v.: um escudo com as armas da família Queiróz.

FILGUEIRAS

Sobrenome de origem geográfica. Alteração de Felgueiras. De felgueira, subst. Com., espécie de feto (Antenor Nascentes, II, 113). Família que começou a ter maior destaque no tempo de D. Pedro I, rei de Portugal em 1357, na pessoa de Lourenço Filgueira (ou Felgueira), Alcaide-Mor do castelo de Frojam por mercê do mesmo rei e, depois vassalo do rei D. João I (1385). Parece ser o solar desta família o conselho de Filgueira (Sanches Baena, II, 69).

Brasil: no Rio de Janeiro, entre as mais antigas, registra-se a de João (?) Filgueira [c. 1669, RJ - ?], filho natural de João Soares e Maria de Jesus. Cas. Em 1699, RJ, com Páscoa da Ressureição [c. 1679, TJ - ?] (Rheingantz, II, 127). Em Goiás, entre outras, registra-se a família de José Rodrigues Lisboa, que deixou geração do seu casamento, por volta de 1805, com Ana da Silva Filgueira (Jarbas Jaime, Pirinópolis, IV, 221). Família de origem portuguesa estabelecida, inicialmente em Mato Grosso, com ramificações em São Paulo. Teve início em Luiz de Araújo Filgueira, natural de Coura, Braga, que deixou geração de seu casamento com Luzia Pedroso, natural de Araritaguaba. Foram pais de outro Luiz de Araújo Filgueiras, Capitão, natural de Cuiabá (MT), que deixou geração do seu casamento, em 1790, em Itu (SP), com Ana Franco Bueno, filha de João Franco da Rocha, e neta do capitão Bartolomeu Ra Rocha Pimentel, da antiga família Rocha Pimentel (v.s.), estabelecida em São Paulo.

Heráldica: uma escudo em campo azul, 9 lisonjas de prata, em 3 palas. Timbre: um lobo nascente azul, lisonjado de prata, armado de ouro e lampassado de vermelho (Sanches Baena, II, 69).

Sobrenome de uma família estabelecida na cidade do Rio de Janeiro, à qual pertence Oscar Filgueiras, que deixou geração do seu casamento, por volta de 1912, com Marietta Martins. Família estabelecida na Cidade de Dores do Indaiá, Estado de Minas Gerais. Família estabelecida em Salvador, Estado da Bahia, à qual pertence Leovigildo Filgueiras, que deixou geração do seu casamento, por volta de 1881, com Isabela Filgueiras.

Heráldica: uma escudo em campo azul, 9 lisonjas de prata, em 3 palas.

Timbre: um lobo nascente azul, lisonjado de prata, armado de ouro e lampassado de vermelho (Sanches Baena, II, 69).


Fonte de informação:
Barata, Carlos Eduardo de Almeida e Cunha Bueno, Antonio Henrique - 2 vol. 2534 páginas - ano 2000

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